domingo, 15 de maio de 2016

Crítica ao objeto alheio

  O objeto interativo do Pedro Henrique cumpre de maneira eficaz a função de promover a interação entre duas pessoas, uma vez que necessita do contato físico para emitir um estímulo sonoro, que proporciona um ambiente agradável através de sua sonância delicada. Com efeito, não só potencializa o tempo de permanência em um abraço, por exemplo, como também incita os usuários a descobrir maneiras diferentes de toques para fazer o objeto funcionar, já que não existe um jeito certo ou errado para isso, o que torna o instrumento programático.
  No entanto, sua interfase é reativa, ou seja, tem seu output condicionado e definido, independente da forma escolhida de interação. Em consequência, a resposta do objeto torna-se repetitiva e não dá abertura à intervenção e personalização pessoal. Além disso, não possibilita a interação entre um grupo de pessoas, tendo em vista que a experimentação é entre dois indivíduos.
 O objeto possibilita, portanto, a interação entre pessoas, mas precisa potencializar a experimentação. Para isso, poderia ser incluído, além da presente sonoridade, efeitos luminosos com os quais os usuários pudessem manipular e que interagissem com o som. 

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